Big Brother Brasil

Todo mundo que eu conheço fala mal do Big Brother da Rede Globo. Não tenho um amigo, próximo ao menos, que conversa sobre esse programa comigo. Sequer dão bola. Eu acho isso muito bom, pois nunca acompanhei edição alguma do BBB e seria conversa das menos produtivas caso alguém puxasse esse papo comigo. Quem me conhece sabe que em meados de 1995, estava eu em Ubatuba numa praia olhando uma ilha que havia bem em frente quando tive uma idéia estúpida. A conversa girava em torno de pessoas amigas ou não que conhecíamos e ao lembrar desses personagens, especialmente, dos que causavam problemas por onde passavam, sugeri que seria divertido confiná-los naquela ilha em frente e ficar da praia, assistindo uma hipotética transmissão ao vivo das confusões que surgiriam. Tarados, assexuados, neuróticos, oportunistas, mentirosos, alcoólatras, psicopatas, golpistas, ninfomaníacas, fofoqueiras, histéricas, picaretas de toda sorte só sairiam dali ao vencer o desafio da sobrevivência. Claro, suspeitava eu que o vencedor só conseguiria sair dali se eliminasse literalmente os outros concorrentes. Era assim o formato do meu "programa". De quebra, ficaríamos livres de todos eles, que sem dúvida alguma iriam nos divertir com muitas ocorrências bizarras, com o que havia de mais sublime e inusitado em matéria de relacionamento humano. Chamei a princípio a idéia de "Ilha dos Loucos". O título, um tanto óbvio, podia até ser modificado, mas a essência era essa; confinar gente perturbada, esquisita, maluca e por vezes sem caráter algum num local onde, por convívio forçado, passariam alguns dias infernizando-se uns aos outros. Confesso que de George Orwell, eu só havia lido Animal Farm, para uma escola de inglês, portanto, de big brother eu não sabia absolutamente nada. E em relação ao programa, resisto até hoje bravamente sabendo pouco, apesar desses 11 anos no ar. O tempo passou e alguns anos mais tarde o tal Big Brother virou praga no mundo inteiro. Horrorosamente, diga-se, essa praga não acaba, e aqui no Brasil faz grande sucesso. Não sei o que faz as pessoas ficarem ligadas a esse programa, mas tenho como suspeita que seja a mesma substância que faz a música sertaneja ser o que é Brasil afora. E o que falar do funk carioca? E das bandas ruins para adolescentes, que ano após ano se reciclam para continuarem como surgiram, péssimas? Então, todos esses fenômenos tem uma substância secreta em comum e que alguma mente diabólica já conseguiu decifrar sua estrutura e ter total domínio sobre ela. Tá na cara que Pedro Bial é medíocre e não se dá o menor valor, pois, ninguém apresentaria aquilo se tivesse um pingo de amor próprio. E isso nos leva a outra questão incômoda, mesmo sem assistir a essa porcaria, sabemos detalhes da atração. Além do Bial, sei por exemplo, que as mulheres, ao deixarem o programa mostram a bunda numa revista masculina. E isso também é intrigante. Afinal, o que mais elas fazem é mostrar suas bundas enquanto estão presas ali, e mesmo assim, assinam contratos com essas revistas. Há sempre uma polêmica sobre opções sexuais dos participantes, traições e intervenções da direção do programa quando a atração, invariavelmente, cai na monotonia. Enfim, mesmo que você não acompanhe aquilo, aquilo te acompanha. O BBB esta diariamente nos portais da web, nos taxis, nas ruas, nos bares, por todo lugar. Eu poderia tentar falar bem desse programa idiota, e achar alguma utilidade para assisti-lo, mas acho complicado defender uma ideia besta que se tem numa praia debaixo de um sol escaldante merecer algum elogio. Mas na dúvida, da próxima vez em que eu tiver uma idéia grotesca, vou registrá-la em cartório. Ela pode valer um dinheirão, ainda que isso deixe o povo mais lesado e superficial do que ele é.
Escrito por Preto às 11h15
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Kassab, nocivo à São Paulo
Gilberto Kassab é sem dúvida o pior prefeito que a cidade de São Paulo já teve - e olha que tivemos não faz muito tempo Celso Pitta. Sua iniciativa em mexer com o plano diretor da cidade de São Paulo foi pouco debatida pelos orgãos de imprensa, afastando assim o interesse da classe média alienada. Para quem não sabe, plano diretor é um instrumento básico no processo de planejamento municipal para a implantação da política de desenvolvimento urbano. Entre outras coisas, é através dele que desenvolvemos (bem ou mal) a nossa cidade. E Kassab promoveu a revisão desse plano. E fez um monte de besteiras. Nem vou falar aqui da sua inércia em relação às enchentes que tantos prejuízos trazem às populações de baixa renda da nossa periferia, pois isso é óbvio. Basta NÃO ler os jornais, pois estes protegem o prefeito incompetente e atribuem à chuva toda sorte de maldades, para sabermos que ele nada fez para atenuar o sofrimento dos paulistanos. Deixemos de lado também o trânsito caótico e sua gestão ineficiente nessa área, criando, ou pretendendo criar, mais pistas para automóveis. E futuros engarrafamentos. Também não quero falar do inexplicável aumento da tarifa de ônibus, com serviço ruim, caro e desconfortável, que lesa o trabalhador de São Paulo, pois isso não é assunto do plano diretor, ainda que seja assunto de sua péssima gestão. Vou apenas me centrar na sanha em permitir que cada vez mais tenhamos edifícios residenciais em pacatos bairros da cidade, como a Vila Romana, por exemplo. Num lugar de meia dúzia de casas, surge um espigão que vai abrigar 80 famílias ou mais, trazendo ao menos 100 automóveis numa rua planejada na época das charretes. Em cada quadra que sobem um, dois ou mais edifícios, surgem centenas de novos moradores que querem, e precisam de escolas, creches, farmácias, delegacias, parques, postos de saúde e etc. E isso nem sempre esta ali. O planejamento de São Paulo é pífio, sabemos disso há muito tempo. Concentram-se moradores onde inexistem serviços de qualidade e na quantidade suficiente para atender todo esse povo. Mas Kassab finge que não é com ele e ajuda a piorar E MUITO, esta situação. Ele promove concessões demasiadas aos empresários do setor da construção pois sua relação com eles vem de longa data. Na década de 1980 participou do Sindicato da Habitação (Secovi) e do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci). Depois de eleito vereador, foi secretário de Planejamento do governo do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta (1997-2000), sendo responsável pela elaboração do Plano Diretor da cidade daquela gestão. Depois, em 2002, já fora do governo, viu a prefeitura de Marta Suplicy aprovar um plano diretor que não atendia aos interesses das construtoras. Alçado ao poder municipal pelo voto, Kassab não se deteve a uma revisão do plano, indo contra seus próprios eleitores. Extrapolou os limites legais e propôs um novo projeto, avançando contra políticas públicas, tais como: Turismo, Desenvolvimento Humano e Qualidade de Vida, Trabalho, Emprego e Renda, Educação, Saúde, Assistência Social, Cultura, Esportes, Lazer e Recreação, Segurança Urbana, Abastecimento e Agricultura Urbana. Tamanha foi a importância dada a essa revisão, que Kassab criou uma secretaria para elaborar e acompanhar o seu Plano, a Secretaria de Planejamento Urbano. Fica evidente que o prefeito trabalha em prol dos interesses da CYRELA, GOLDFARB, GAFISA, EVEN, HELBOR, TECNISA, MRV, entre outras tantas incorporadoras que prometem nos folhetos um apartamento maravilhoso num bairro sossegado cobrando os olhos da cara do consumidor. Esse discurso de paraíso na Terra, visto nas peças promocionais, esconde o efeito danoso que essas empresas promovem, acabando por destruir o bairro, trazendo confusão, sombra, multidão, num condomínio cheio de grades e câmeras de segurança, atraindo bandidos para bairros pacatos, tirando o sol e a tranquilidade dos moradores. Sob a desculpa de tentar equacionar o déficit habitacional, essas construtoras fazem o que bem entendem e descaracterizam completamente bairros históricos de São Paulo erguendo verdadeiros monstros de pedra, cheios de elementos arquitetônicos de mau gosto em suas estéticas horrorosas de cassino de Las Vegas. Definitivamente, o Ministério Público devia agir e investigar essa promíscua relação do prefeito com essas empresas, antes que ele consiga destruir o pouco que resta dos nossos bairros. 
breve aqui, mais um...
Escrito por Preto às 19h25
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Rede Globo, o lixo de sempre
 Acabo de assistir uma matéria no Esporte Espetacular da Rede Globo sobre a eliminação da seleção brasileira na Copa da África do Sul. Como de costume, fizeram uma análise equivocada e sairam à caça dos culpados. Depois de apontar o dedo para a falta de opções no banco de reservas, de criticar a forma física de Kaká, depois de criticar o estabanado Felipe Melo, depois de questionar a não convocação de Ronaldinho Gaúcho e um ou outro jogador circense do Santos Futebol Clube, a rede Globo concluiu que o responsável único pelo fiasco foi o comandante da equipe. O técnico Dunga. Parece óbvio, parece lógico, ainda mais em se tratando de um desafeto declarado, que ao longo do mundial travou verdadeiras batalhas contra a emissora. E assim a Globo tratou de culpá-lo por tudo que houve de errado. Apontou seu dedo suspeito para o técnico acusando-o ainda de militarizar a seleção brasileira. Ok! O que a Globo se esquece premeditadamente de apontar é que por trás do ineficiente técnico Dunga existe um culpado de fato por tudo isso. Pois existe uma entidade dirigida por um equivocado e suspeito mandante supremo que, com arrogância e métodos pouco democráticos, coloca quem bem entende no comando da seleção e faz inúmeras besteiras ao comandar o esporte da paixão nacional. Este senhor, que já fora alvo de matérias jornalísticas da emissora, questionando seus métodos e sua honestidade, é quem de fato coloca Dunga na direção da equipe. É este senhor, de nome Ricardo Teixeira que celebra contratos de exclusividade com a Rede Globo, que realiza jogos de futebol no horário posterior à novela da Globo e que deveria ser alvo de indagações do jornalismo esportivo da emissora. Mas do contrário, é convidado de Galvão Bueno em seu insosso programa Bem Amigos pra esculachar juntos, apresentador e convidado, o técnico demitido. Este déspota que há décadas manda na entidade máxima do futebol brasileiro, e que trama nos bastidores a exclusão de um estádio de futebol plenamente apto a sediar jogos de Copa do mundo no Brasil, não recebe sequer uma crítica sobre as razões da escolha do mesmo Dunga pra levar adiante o sonho do Hexa. A Globo se cala. Assim como arquivou a tal reportagem de um já longínquo Globo Repórter sobre a trajetória cheia de sujeira do manda-chuva da CBF. A Globo prefere atacar um pobre diabo como o Dunga. A Globo chuta cachorro morto e adula quem de fato deveria ser alvo de críticas severas.
Escrito por Preto às 13h18
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Olivia no Madeleine
Aqui vai uma dica para quem gosta de um ambiente intimista, aconchegante e com um cardápio repleto de opções saborosas; Madeleine, na rua Aspicuelta, 201, Vila Madalena. Lá o bom gosto está em todos os detalhes. Da decoração, que faz do restaurante um local extremamente agradável, passando pelo excelente atendimento, até as atrações musicais sempre bem escolhidas pela direção da casa. Na próxima quarta feira (24 de fevereiro de 2010), você curte standards de jazz e clássicos do rock em versões smooth com a cantora Olivia, (www.olivia.com.br) acompanhada por Demma K na guitarra e Felipe Alves no contrabaixo. Para outras informações, acesse www.madeleine.com.br 
Escrito por Preto às 18h31
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Pedro Cardoso, ator
Acabo de ver um trecho de uma entrevista com Pedro Cardoso feita pela jornalista Leda Nagle na TV Brasil. Pra ir direto ao assunto, o ator comentava sua revolta contra fotógrafos que exploram o dia a dia de famosos, os chamados paparazzi. Em dado momento ele disse que tem algumas ações na justiça por invasão de sua privacidade. E disse que gostaria de ver tais ações chegarem até os fotógrafos.
Ocorre que ele pode muito bem não gostar de ter sua imagem, em cenas de sua vida privada, exposta num blog, ou numa revista de fofocas. Mas será os fotógrafos os verdadeiros responsáveis pela quebra de seu sossego e direito ao anonimato?
Em primeiro lugar, sou fotógrafo e sei que nem sempre se pode negar trabalho, ainda que eu jamais tenha feito o papel de perseguidor de celebridades, o que eu condeno.
Mas é preciso saber que o fotógrafo é a ponta mais fraca nessa corda, por razões óbvias, já que existe um sujeito poderoso fazendo muito dinheiro por traz desse profissional da imagem. (há também atores e atrizes que pagam pra ter um sujeito fotografando seu cotidiano, e pior, fazendo de conta que tudo isso é inusitado, fortuito, mas isso é outra história...)
Pois bem, o que precisa ficar bem claro é que existe mercado pra isso. E o que precisa mudar é a postura desses meios de comunicação em relação à vida das pessoas. Famosas ou não. Meio de comunicação, diga-se, cujo ator é funcionário.
Na minha opinião, quando pararem de explorar a fofoca, a intriga, o escândalo da vida privada tornando-o público, creio que não haverá fotógrafo correndo atrás de pessoas famosas.
Ele precisa lembrar que quem mais explora o achincalhe, a grosseria, a futilidade, a esperteza, a malandragem, a baixeza, é um reality show campeão de audiência que a Rede Globo coloca no ar há dez longos anos. Por que não ouvimos do indignado ator, uma só palavra condenando esse zoológico humano que desperta interesses indesejáveis em crianças e adolescentes em sua plena formação?
Não seria essa a mesma indústria que enaltece certos comportamentos (uma vez que os expõe sem qualquer crítica) em rede nacional a mesma que motiva o leitor de péssimas publicações comentar que Pedro Cardoso levou a filha a um médico?
Não estamos aqui falando tanto de uma indústria que espetaculariza o cotidiano de pessoas comuns tornando-as absurdamente famosas por apenas ficarem confinadas feito idiotas dentro de uma casa repleta de câmeras quanto de famosos que levam uma vida normal e corriqueira fora das telas e palcos??
Não seria essa a mesma abjeta motivação?
Futricar, xeretar e espiar a vida alheia? Pedro Cardoso é um profissional que através de sua arte nos traz alguma emoção naquilo que faz. Nas telas, na TV ou no palco. Pouco me importa com quem ele é casado ou o que faz com seus filhos em suas horas de folga.
Se não mudarem os hábitos editoriais, senhor Pedro, a grosso modo não mudará a educação e a cultura das pessoas. Saiba que há ignorantes de toda sorte prontos pra acharem normal um programa que explora o que há de mais vil na condição humana. Esses mesmos ignorantes podem achar válido motivar suas filhas a serem estúpidas, vulgares e intelectualmente despreparadas e por fim, ter a chance de participar de um programa cretino, pra saindo de lá, posarem nuas numa revista careta e datada.
A mudança deve partir de quem tem poder sobre corações e mentes, e fazem da exploração do cotidiano alheio, seu ganha pão.
Em tempo, espero que a justiça condene as empresas que atormentam Pedro Cardoso e outros atores e famosos. E que saiba identificar quem é quem nesse sistema de futilidades em revista, impressas ou não
Escrito por Preto às 17h11
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Olivia na Daslu
“Todo artista tem de ir aonde o povo está”
Chegando perto da megaloja, pela rua Funchal, nota-se alguns barracos à direita, numa estreita viela (r. Coliseu). Talvez resquício de uma favela que resistiu ao tempo e à especulação imobiliária da região, altamente valorizada agora.
Chega-se à rua Gomes de Carvalho acessando a rua Beira-rio e é na Gomes de Carvalho que esta uma portaria da Daslu, para carga e descarga. Por essa portaria, provavelmente passam mensalmente milhões de reais em mercadorias nacionais e importadas. É por lá também que saem algumas mercadorias, como veremos a seguir.
Cheguei em meu Uno Mille na portaria, no horário combinado e aguardei a liberação. Logo fui informado que deveria descarregar o veículo e retirá-lo de lá. Um funcionário da Livraria Cultura nos levou até o local do evento. Descemos do elevador e caminhando por um corredor de serviço, passamos por uma porta de espelho e chegamos na loja. Há um café dentro da livraria. Com a ajuda de um funcionário montamos o equipamento. Havia uma mesa neste café ocupada por quatro homens. Um mais velho, três mais jovens. Um quinto sujeito, de terno azul, chegou e todos se levantaram, deixando a mesa vazia. Fiz o caminho de volta para o elevador. Deveria tirar o carro dali. Os cinco homens desceram comigo. O mais velho dizia ao celular: “não...amanhã você não me encontra na delegacia, vamos marcar na hora do almoço, no Congonhas...” Então notei que todos, menos o que vestia terno, carregavam sacolas com a logo marca da loja. No elevador apertado, espiei rapidamente algumas delas e vi que estavam com caixas pequenas dentro. O que teriam nessas caixas? Por que eles saíram dali pela porta dos fundos? Policiais, investigadores? Quem poderia afirmar? Certamente, só o homem de terno azul, que os acompanhou até a portaria e se despediu desejando-lhes feliz natal. Então lançou-me um olhar estranho quando passei de carro, rumo à marginal Pinheiros. Causei-lhe algum incômodo. Pelo retrovisor, vi-o sumir por uma entrada e entrei na marginal. (para quaisquer causas ou efeitos futuros, já deixo aqui registrado que não guardei a fisionomia de nenhum deles)
Deixei o carro numa rua próxima a Daslu e voltei para a portaria de serviço. Parece que agora a Daslu tem ou terá um acesso principal para pedestres. Depois fiquei sabendo também que os preços do estacionamento não são de 40 reais para a primeira hora, como li num blog, são iguais a qualquer estacionamento, 8 reais a primeira hora, dois ou três por hora extras. A 45 minutos de começar o evento, eu e Oliva resolvemos passear pela Daslu. Pois até então, estávamos dentro da livraria e nada nos dizia de novo, era uma Livraria Cultura como outras tantas, com boa variedade de títulos e ótimo atendimento.
Andando por um corredor acarpetado deixamos os livros sem notar que já estávamos diante de uma grife de roupas. E logo em seguida outra, e mais outra. Não há separação como num shopping tradicional. Isso nos chamou a atenção. As lojas são coladas, umas nas outras. E em qualquer cantinho, tem alguma coisa sendo vendida, muitas vezes sem qualquer divisão física. Parece um passeio por um palácio. Ou a casa de algum milionário. Você vê sapatos, gravatas, canetas, jóias, vestidos, bolsas, tudo espalhado, organizadamente. Se alguém dissesse que você esta num andar da mansão do Abílio Diniz ou quem sabe, da Hebe Camargo é possível acreditar. E o passeio continuou. E mais lojas surgiram de muitas outras grifes além de Prada, Dior, Gucci, Calvin Klein, Dolce&Gabbana, Lojas e marcas que eu nunca ouvi falar. Foi neste momento que me orgulhei de alguma ignorância minha.
De repente, vejo pendurado no teto de um ambiente, um helicóptero. Olivia riu e fez uma foto com o celular. A decoração passeia entre o sofisticado e o profundo mau gosto. Colunas gregas entre adornos modernos, e algumas doses de tecnologia. É uma miscelânea comum de uma loja qualquer, apenas alguns milhões mais caras. Uma enormidade de produtos diversos, de boa qualidade e bom acabamento, entre quinquilharias caras e inúteis. Seria a galeria Pagé dos magnatas? Certamente ali encontramos muita coisa com um preço exorbitante, sem qualquer justificativa para valer o que é cobrado. E de origem fiscal duvidosa. Razão pela qual dizem que a dívida da loja com a Receita, já ultrapassa 100 milhões de reais. Eis que olho uma bancada com camisetas em oferta por 38 reais, e num raro momento C&A, sinto-me no meu país de novo. Mas me enchi do passeio e das vendedoras. Todas muito elegantes, com cara de milionárias saídas de uma festa em Hollywood, um ar blasè predomina e muitas ostentam um semblante tão esnobe que me perguntei, por que tanta pose se estão trabalhando como milhões de vendedores espalhados pelo Brasil? Mais parecem clientes desinteressadas flanando por coisas caríssimas sem utilidade alguma. Um enfado só
Um rapaz pede a uma menina que localize jaquetas poderosas. Ela promete a ele, provavelmente um gerente, que fará isso com rapidez. Há um movimento sutil naquele lugar. Deve ser um cliente abastado, exalando dinheiro pelos poros, dada a discreta agitação das vendedoras. Passamos por uma loja de discos com piso de vidro. Debaixo dele, uma coleção de carrinhos de brinquedo. Parei por achar interessante, talvez ninguém dê bola para aquilo. Voltamos à livraria, e acredito que não chegamos conhecer nem dez por cento da loja.
Começou a apresentação. O café estava com pouco mais de uma dúzia de clientes. Olivia cantou acompanhando-se ao violão. Recebeu aplausos e emendou outra música do CD Só a Música Faz. Depois passou para o teclado e continuo cantando. Foi a primeira vez que ocorreu um evento musical naquela loja. Acabado o pocket show, Olivia recebeu elogios. Lembrei daqueles versos da canção de Milton Nascimento e Fernando Brant: “todo artista tem de ir aonde o povo está” E os ricos...sim, também fazem parte do povo. 



Escrito por Preto às 17h36
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Jabazera FM (Diario FM de Marilia)
Mandei o seguinte e-mail para algumas rádios que mantém programação pela internet ou difusão convencional:
"Olá, sou produtor da cantora e compositora paulistana Olivia que está lançando agora o sexto CD, Só a música faz Gostaria de sugerir pauta na rádio para entrevista com a cantora e também solicitar divulgação de músicas através da rádio, estou à disposição para dúvidas e esclarecimentos, para conhecer o trabalho da artista acesse: www.olivia.com.br
Muitas responderam e foram bem atenciosas comigo. Outras sequer deram atenção. Natural. Porém a Radio Diário FM de Marília - SP teve a cara de pau de mandar a seguinte resposta:
-----Mensagem Original----- Para: Enviada em: segunda-feira, 5 de outubro de 2009 08:15
Pra dar entrevista ou tocar a musica na Diario Fm de Marilia tem que ter promoção: A promoção , é so você escolher um dos itens abaixo: 07 mp7 05 mp 10 05 praystation 02 02 praystation 03 03 microphone shure sm 58 - 500 100 camisetas(a Rádio manda a logo) É só escolher um dos itens e mandar a musica pra gente ouvir.... Será tocado 02 vezes ao dia durante 45 dias, podendo(tocar mais dependo de pedido)...Diario Fm
Então, escrevi novamente:
olá, não entendi. Sou produtor musical e estou perguntando se interessa incluir a música do artista que eu trabalho na programação, não desejo participar de promoções, obrigado
E alguém, que não se identifica, pois não assume a prática de usar um meio de comunicação para obter lucro de maneira indevida, e ignora que a concessão de espaço em rádio não pode ser pautada nessa chantagem idiota respondeu avisando, que se não mandar os produtos, não tem jeito:
VOCÊ NÃO ENTENDEU MESMO......PARA TOCAR NA RADIO VOCÊ TEM QUE ARRUMAR ALGUM DOS ITENS QUE TE PASSEI.................. SE NÃO NÃO TOCA...................NEM FAZ ENTREVISTA.........................DIARIO FM
Minha resposta:
"Isso se chama "JABÁ", e não promoção! Seu e-mail esta guardado aqui, obrigado"
E lá veio ele (ou ela) de novo: -----Mensagem Original----- Para: Enviada em: segunda-feira, 5 de outubro de 2009 12:37 Assunto: Re:
QUE EU SAIBA¨JABÁ É DINHEIRO¨......ESSA PROMOÇÃO É PARA A GENTE SORTEAR NA PROGRAMAÇÃO DIARIA DA RÁDIO PARA OS OUVINTES?????? NEM PRECISA MAIS MANDAR NEM UM EMAIL.... ESQUERCE A RÁDIO......VOU TE EXCLUIR DO EMAIL.
Respondi:
hahahahaha...relaxa
Então quer dizer que pedir produtos, tais como "praystation" não é jabá? Vejam só...
Escrito por Preto às 12h51
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Casa na árvore
Quando criança, alguns de nós sonhamos com uma casa na árvore. Aqui vai alguns modelos pra nos fazer sonhar novamente. Escolha a sua: 






Escrito por Preto às 01h14
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Cidade Suja
Passeando por alguns bairros de São Paulo no final de semana, notei a sujeira espalhada pelas ruas. Que o povo de São Paulo é porcalhão eu não tenho dúvidas. E por povo, entende-se toda e qualquer camada social, pois já vi tanto usuário de ônibus urbano como dono de carro de luxo jogar bituca de cigarro de dentro desses veículos sem o menor pudor. A falta de educação, de respeito e civilidade é tamanha que é possível arrumarmos uma grande confusão caso chamemos a atenção do sujismundo. A educação vem do berço, da escola e do aprendizado no dia-a-dia. Alguns, dentre os mais pobres, não frequentam a escola, e contam com essa justificativa por parte daqueles que os defendem. E isso é assunto complicado. Já a evasão escolar entre os ricos, creio que seja inexistente, e toda escola que se preze ensina a não sujar o espaço público ou particular. Mas o dever é de todos e não se pode isentar pobres nem ricos. Todos formam a cidade. Então é aí que entra o poder público. Onde estão as campanhas educando o povo? Por que não se aplica multas aos porcalhões? E principalmente, onde estão os varredores de rua? Enquanto o povo não toma vergonha na cara, não se pode deixar de limpar a cidade. Afinal, meu IPTU não serve pra isso também? Não jogo nada nas ruas ou calçadas. Reciclo meu lixo e exijo morar num ambiente mais agradável e limpo. Cidade suja é cidade abandonada e é na sujeira que proliferam muitos problemas. Ambientes degradados convidam criminosos. Hoje, num curto caminho entre minha casa na Vila Pompéia e uma agência bancária, deparei-me essas imagens grotescas que ilustram o que digo: 




Escrito por Preto às 15h43
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Olivia - "Só a música faz" no café Paon

Escrito por Preto às 00h19
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José Serra e os fumantes
Com medo de perder votos entre eleitores fumantes, José Serra pode adotar um novo estilo: 
Em tempo, gostei e apoio a nova lei. Fumantes podem muito bem sair do estabelecimento e fumar na calçada. Saúde (de quem não quer se tornar fumante por obrigação) vem em primeiro lugar.
Escrito por Preto às 23h36
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E o Compact Disc já era?

Lembro muito bem de uma reunião com representantes de selos (pequenas gravadoras), artistas independentes, músicos, compositores e o pessoal da Tratore, realizada em meados de 2006 em que não se falava outra coisa a não ser do fim da era do CD como formato físico de se consumir música. Os principais jornais estampavam em seus cadernos de cultura que o fim estava próximo e o velho CD estava com os dias contados. Assim eram também as capas das revistas especializadas que afirmavam que a música digital chegara para desbancar a mídia que nos encantou na década de 1980. Pois bem, o tempo passou e os artistas ainda lançam CDs. Essa semana, numa fábrica de CDs a conversa era entusiasmada. Os pedidos continuavam chegando e a empresa estava bem obrigado. É óbvio que não se pode comparar os tempos atuais com os tempos áureos do CD, ou mesmo da época de ouro das grandes gravadoras, quando vendiam seus vinis e torravam muito dinheiro com projetos esdrúxulos de marketing ou com o famigerado jabá, coisa que estragou irremediavelmente a relação da boa música e dos bons músicos com as rádios e TVs do país. Mas verdade seja dita, os profetas do apocalipse do Compact Disc erraram na profecia no que diz respeito à data do funeral da tal mídia. Naquela reunião, a opinião dos experts que davam como certo o fim de uam era foi muito discutida e poucos ousaram contestar as previsões. O fato é que até então, parece que seu substituto não vai muito bem das pernas, ao menos no Brasil. Falo como leigo e não como profundo conhecedor do tema. O que vejo é que a "bolachinha" resiste bravamente. O CD esta aí, para cantores e músicos, como forma de mostrar um novo trabalho. Acho simpático receber um CD de um novo artista. É de bom tom entregar um CD para quem ainda não conhece seu trabalho. Jornalistas ainda os recebem para tecer suas críticas. A capa do CD ainda é plataforma para fotógrafos e designers expressarem arte e conceitos artísticos. Talvez não seja mais tão atraente quanto fora um dia comercializá-lo, mas num mundo em que o vinil reaparece surpreedentemente, o CD ainda tem o seu lugar.
Escrito por Preto às 18h16
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Bring the boy back home
Escrevi essa música inspirado no caso David Goldman. Um drama kafkiano, onde um menino nascido nos EUA, veio para o Brasil trazido pela mãe brasileira sem a anuência do pai, e não mais retornou. Após o falecimento da mãe, a família brasileira se nega a mandá-lo de volta pros EUA. Uma grande confusão que se arrasta desde 2004.
Depois de gravada por Olivia, (a canção é parte do CD "só a música faz) fiz uma montagem de fotos que peguei na internet e postei no UOL MAIS. A primeira versão desse clip foi publicada também por um blogueiro (Eduardo de Oliveira) brasileiro radicado nos EUA. Gerou mais de 800 comentários. A maioria, sobre o caso polêmico 
A notícia fala sobre uma decisão do STF e Eduardo mencionou a música também: http://oglobo.globo.com/blogs/brasilcomz/posts/2009/07/30/gilmar-mendes-derruba-habeas-corpus-de-silvana-bianchi-209831.asp
Então resolvi fazer uma nova versão do clip sem as tais imagens. Recebi um e-mail de agradecimento pela atitude de Mark DeAngelis, co-fundador da Bring Sean Home (www.bringseanhome.org) Paulo, First of all, sorry for the delay in responding to your email. We receive many emails to the Bring Sean Home account and sometimes we're slow in reading them and getting caught up. I would like to say on behalf of everyone working for the Bring Sean Home campaign that we are very moved and touched by this beautiful gesture. As a friend of David Goldman, I can tell you that he was surprised by this lovely song and wishes to thank Olivia and all of you who helped put this together. We really appreciate your support. Warm regards
Enfim, como compositor escrevo movido por sentimentos e não entro no mérito judicial da causa, mesmo por que, toda causa tem obrigatoriamente dois lados. Porém, um dos lados, o do pai, chamou mais minha atenção, e sua luta pela guarda de seu menino e todo o amor por ele me fez escrever a música. A decisão do certo ou do errado neste episódio, cabe à justiça. A um compositor cabem outras coisas. Não quero com isso ficar em cima do muro, e com base no que sei sobre o caso, minha opinião é de que o menino SG volte aos braços do pai.
http://mais.uol.com.br/view/293566 ou http://www.youtube.com/watch?v=GZugK5IL8gU
Escrito por Preto às 14h40
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Café Paon apresenta Olivia

Escrito por Preto às 19h11
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Os importantes

Então ela me pede para eu passar um e-mail. Mas não foi tão simples conseguir o tal e-mail. O endereço eletrônico é de um sujeito, ela, no caso, trabalha pra ele. Então faço o que ela disse e contato o tal sujeito por e-mail. Ele não responde. Tento de novo. Nada. Pego o telefone e ligo. Ela diz que ele recebeu e vai responder. Mas ele nunca responderá. Ligo e tento falar com o sujeito. Ele esta sempre numa reunião. E a reunião irá durar para toda a vida. Desculpa tradicional; reunião. Depois de outras tentativas faço o que era pra ter feito desde o início. Desisto. Ele não quer saber de ouvir o que eu tenho pra dizer, propor, sugerir, pedir ou coisa que o valha. E olha que eu não estou pedindo dinheiro...
Ele não é um. São muitos. Não seria mais fácil que alguém dissesse em seu nome que ele não quer falar comigo?
Penso e concluo: Não! Pois não haveria a graça dele se achar importante ignorando-me. Logo, sou importante pra ele. Pois ignorar as pessoas faz parte da sua doença.E ela gosta de estar doente. Manter-se doente. E agindo assim contribuo para que ele continue com sua enfermidade mental.
Outro exemplo: Escrevi para uma "fotógrafa" pedindo uma dica. Ela ignorou minha mensagem. Uma semana depois, entrei em contato através de outro endereço que tenho, dessa forma ela não saberia que eu sou a mesma pessoa do e-mail anterior. Só que dessa vez perguntei-lhe como faço pra comprar um produto que ela vende (e que venhamos, me encheu o saco mandando spams dessa porcaria). E o que aconteceu? Ela respondeu minha mensagem em contados 29 minutos de presteza e interesse. Fico pensando, como brasileiro, em como vamos mal em diversas questões da vida pública. Grupos econômicos esfolando o consumidor. Correntes políticas jogando o jogo sujo da sacanagem ideológica. Grandes detentores do capital fazendo do pobre coitado apenas um boneco sem voz no seu teatrinho imbecil. E penso em tudo o que nos falta como saúde, educação, segurança, transporte de qualidade. Lá pelas tantas, nas relações mais próximas, coisas cotidianas, encontro esse bando de imbecil dando uma de importante pra cima de mim, de vc e deles mesmos. Perco um pouco a esperança. Esse é um país miserável. E eu, ingênuo, espero que as pessoas retornem telefonemas, e-mails, recados... Ora, vão tomar nos seus cus!!!
Escrito por Preto às 19h52
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