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blog do Preto


As maravilhas da tecnologia

Houve um tempo em que os entusiasmados chegavam gritando que o filme fotográfico era coisa de fotógrafo ultrapassado. E eles tinham razão. E te lançavam um olhar de desdém e repúdio como se você fosse um saco de lixo radioativo. Isso faz uns 7 ou 8 anos. O negócio bom mesmo era a câmera digital. E eles tinham razão.

"A câmera digital chegou pra facilitar sua vida". Isso era outra coisa que eles gritavam na sua cara. Bastava ter algum dinheiro para comprar sua câmera, seu computador seu cabinho usb e um software para você tratar as imagens captadas com 5, 7, 8 ou 10 megapixels.

Então, depois você podia dar um upgrade no teu equipamento (upgrade, em tradução libérrima deve querer dizer subir na grade, provavelmente pra ficar olhando o vizinho ultrapassado, de cima pra baixo) e adquirir um laptop (esse termo, desconfio, deve querer dizer algo como ficar por cima do vizinho também, sei não...).

Agora sim! Você só precisa de uma conexão banda larga e um modem ou um lugar com wi-fi (não, não tem teor alcoólico nisso - ainda) pra transmitir as setecentas e trinta e cinco fotos de um protesto de três designers que se rebelaram contra a lentidão de seus sistemas operacionais. Fotos essas que couberam no seu cartão de memória que você fez com a câmera digital e prontamente descarregou com o cabinho usb no seu laptop e tratou no seu software.

Viu que maravilha? Precisamos fazer tudo isso muito rápido por que alguém esta ávido por uma imagem enquanto se enche de bobagens de um blog como esse, sentado em um café em alguma cidade deste planeta que vende laptops cada vez mais rápidos e que armazenam cada vez mais coisas. E eles tinham razão. Só não sei por que.

 




Escrito por Preto às 01h03
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Opinião

Não há como fugir disso, as pessoas opinam. E como se já não bastasse as pessoas serem fontes inesgotáveis de problemas no mundo, elas fazem questão de opiniar sobre todo e qualquer assunto. Música, drogas, política, epidemias, sexo, cinema, moda, esporte...

E isso torna-se muito chato a medida que vamos lendo opiniões diversas para os mesmos temas.

Ultimamente tenho gostado dos que não opinam.

- O que você acha disso?

- Não sei.

Excelente!

E essa é minha opinião...



Escrito por Preto às 23h55
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"Shows"



Escrito por Preto às 16h55
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Teta Jazz Bar

Imagine um lugar em São Paulo em que você é bem atendido desde a chegada, na porta, às vezes pelo próprio dono do estabelecimento. Imagine que nesse lugar você pode ouvir boa música, encontrar gente bacana, comer e beber do bom e do melhor sem gastar fortunas, e se estiver solteiro (a), conseguir uma boa paquera. Toda a equipe da casa é cordial e bem humorada, o espaço é simples mas muito aconchegante. Imagine um chopp gelado, uma carta de vinho honesta, uma caipirinha muito bem feita e uma cozinha caseira e saborosa onde o requinte e capricho são marcas registradas.

Imagine também que nesse lugar há shows diários de jazz e outros gêneros bem próximos dele que são lembrados pelos ótimos músicos que passam por lá.

E por falar em músico, se esse for o seu caso, pense no prazer de tocar num lugar em que você recebe atenção do público que te prestigia e o cachet combinado você recebe das mãos do proprietário, coisa que venhamos, não ocorre em diversas casas espalhas pela cidade, onde a falta de respeito pelo músico e a enrolação na hora de pagar pelo teu trabalho é uma constante.

Nesse lugar, seja cliente ou músico, você é merecedor de atenção e carinho

Imaginou?

Então, esse lugar existe, chama-se Teta Jazz Bar e fica em São Paulo, em Pinheiros e você pode conferir tudo isso indo lá de segunda a sábado

Confira: http://www.tetajazzbar.com.br     

(Uma sugestão: peça um fundo de alcachofra coberto por três queijos e manjericão. Você não imagina o quanto esse prato pode ser gostoso)

 



Escrito por Preto às 23h44
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Militares - Hoje é festa??

Se há 45 anos atrás houve um golpe, é por que coisa boa o Brasil não era. Sem entrar no mérito se o golpe era ou não necessário, se de fato, havia ou não perigo de uma ditadura comunista instaurar-se por aqui, aconteceu que os militares varreram essa possibilidade e instauraram eles uma DITADURA.

Sim, uma ditadura, e que a Folha de São Paulo não tente disfarçar com neologismos babacas.

 

Então, para se afastar uma coisa ruim, vieram com outra. Ditadura alguma é boa. Sangrenta ou não. Por um mês ou por vinte anos, ela traz desconfiança e atraso. E se a democracia tem suas falhas, ainda não inventaram coisa melhor.

 

Por isso, acho execrável festejar a data. Os militares podiam sim relembrar os fatos, mas fazer festa como fizeram no Rio, acho descabido.

 

Comemorar o que?

Tirar do cidadão o direito de escolha, a liberdade de expressão e a simples possibilidade de se manifestar através de um texto como esse, não é digno de comemoração alguma. Isso pra dizer o mínimo, sem mencionar perseguições, tortura, mortes e a censura

Comunistas tiveram culpa? Militares tiveram culpa?

E nós com isso?

O resultado nefasto dessa estupidez pode ser sentido ate hoje



Escrito por Preto às 15h28
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I love the blues

"E se eu me pintar de azul...

trocar minha voz com um cantor de blues?"



Escrito por Preto às 23h42
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partido do trabalhadores

o PT nos fez um grande favor. Mostrou, sem querer mostrar é claro, do que é feita a política neste país. Ela é asim, cheia de falcatrua mesmo. Talvez o mais grave erro do partido tenha sido ficar ao longo de sua existência berrando ser transparente, ético, correto, democrático, caxias...não era nada disso. Ou se deram conta depois, que ninguém governa sem mentiras. Só não viu quem não quis. Desde Duda Mendonça, passando pelas alianças de péssimo gosto político até a expulsão de Heloisa e outros, ficou claro o que era o PT. Um partido político, e não uma congregação de santos. O povo sempre se ilude...há um sebastianismo irremediável no imaginário do brasileiro. Precisamos de um presidente, de bons ministros, de boas políticas econômicas, sociais, mas aguardamos um salvador. O problema desse governo é quase o povo...algo como se o culpado fosse o inocente, a vítima...e o inocente, culpado por ser tão ingênuo.

Na falsidade tudo se assemelha. Outros que já governaram antes foram ruins também no quesito retidão. Contaram histórias para o povo, se elegeram e se esbaldaram com o poder. Mas vejo uma diferença...Assim como o técnico da nossa seleção de futebol disse uma vez que o gol, era só um detalhe, para muitos governos, o povo, pobre e oprimido sempre foi um pequeno e insignificante detalhe, cujo significado só aparece antes do pleito. Para este PT que governa o Brasil de hoje há algo mais do que o simples detalhe...há um cuidado maior, ainda que insuficiente, para com o povo...Procura-se enxerga-lo, mesmo que por pouco tempo no meio dessa névoa de atraso e ineficiência. Talvez por isso, eu não saí por aí como muitos que conheço, cuspindo no prato que votei. Não houve a estarrecedora surpresa, como já disse, os sinais eram evidentes. Nossa estrutura política e sua sistemática nos oferece poucas alternativas, ou melhor, se um partido seguir a ética, o que é o certo, será sempre um aspirante ao poder, ao passo que para se vencer uma eleição e se manter governando, um partido joga o jogo sujo. Longe do ideal, no momento temos essa alternativa. É pouco, o caminho é longo mas pode ser um começo. Afinal, em muito pouco tempo, se percebeu o problema e dessa forma, em meio a essa turbulência que envergonha muita gente, ou ao menos incomoda, surge a chance de reparar o erro. Vamos ver...



Escrito por Preto às 10h20
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E assim doze anos se passaram. Era estúdio que virou refúgio. Era minha casa antes de ser minha casa. E vieram as plantas, os sonhos, as idéias, as brigas as festas, muitas. Planos, diversos, felicidades e tristezas e mais festas, e mais planos. E nem todos deram certo, e nem todos deram errado. E mais festas, muitas. Muita música boa. Muita coisa engraçada e uma o outra tristeza que marcou minha vida. Pensou-se muito trabalho e muito mais trabalho acabou aparecendo, para o bem e para o mal. Chegou a Estrela e a casa foi tomando contornos e depois a companhia na hora certa pois talvez naquela altura já estivesse indo para o caminho errado. Daí já era uma casa. E um estúdio dando lugar a outro. Compromissos e dificuldades. Confiança e ajuda. Amor em vários sentidos.

Talvez não fosse errado o caminho, mas estaria assim, sem chance alguma de estar perdido, e é muito chato caminhar sabendo exatamente onde vamos chegar. Qual a graça então de seguir? E assim, caminhei aqui por doze anos. As plantas, espero que fiquem, e que ninguém jamais pense em tira-las do lugar.



Escrito por Preto às 22h42
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Armas, sim ou não?

Tenho recebido e-mails (muitos) aconselhando votar NÃO no referendo sobre a proibição do comércio de armas de fogo e munições. O sim ou não é sempre perigoso. Restringe opiniões diversas. Escolher entre preto ou branco, bom ou mau, parece coisa da administração Bush, mas isso é outra história. Eu posso concordar em partes com alguma coisa e discordar também. Muitos aspectos envolvem a questão.

 

Alguns desses e-mails garantem que optar pelo Sim, é manobra para desarmar a população e deixar um campo aberto, livre e desimpedido para os marginais, para o MST e pasmem, para uma revolução armada da esquerda do PT para tomar o poder e implantar uma execrável ditadura. Gostaria de saber onde esse povo arruma esse tipo de droga... pois nada, senão isso, pode justificar tamanha alucinação. Outro, usa dados sobre o perigo do desarmamento em outros países (sem citar as fontes) e nos assegura que ficaremos indefesos contra a violência generalizada dos bandidos. FICAREMOS??? Veja bem, qualquer PM, por mais despreparado que seja aconselha JAMAIS reagir a uma abordagem à mão armada. Ou seja, em matéria de assalto o criminoso está sempre em vantagem, ou o cidadão ordeiro, termo usado em outro e-mail, anda por aí de arma em punho?

 

Alegam também os defensores da pistola que se um bandido invade sua residência você não tem como se defender caso seja proibido portar uma arma. E diz: “Uma arma na mão é melhor que um policial ao telefone”. Outra vez me parece ilógico ter arma em casa uma vez que cada caso é um caso particular. Seria um invasor apenas, dois, um bando? Quantas armas seriam necessárias então? Quem maneja melhor a arma, a mamãe, o papai, a vovó, o filho adolescente?

E se for o papai o “John Wayne” da casa e ele estiver jogando truco com os amigos?

Então devemos ter arma e ficarmos em casa esperando o ladrão? É SEGURO PROMOVERMOS UM TIROTEIO DENTRO DE CASA? As armas de fogo não atiram sozinhas. Dependem de alguém. Então devemos solicitar um outro referendo; "Diga sim ou não ao ser humano!!" Os armamentos, as drogas e o tráfico de animais silvestres são as três atividades mais lucrativas do planeta (entidades ligadas a ONU asseguram a veracidade dessa informação) Há muito dinheiro correndo. Quem vai levar a pior com a possível proibição do comércio de arma? O produtor de remédio, de cadeira de rodas, de caixões ou o fabricante de armas? Outra mensagem citam alguns países que se deram mal com a proibição dos armamentos. Curiosamente, são países onde a distribuição de renda, apesar de boa, acabou declinando. O nível de desemprego também aumentou e então citam o fato de que a “população ordeira” levou a pior. Será que a população ordeira não perde emprego, nunca fica revoltada, não usa drogas? Quem é população ordeira afinal? Quem são os desordeiros? Pagar imposto, ter emprego, portar arma nos torna mais seguros? Um respeitável cidadão pacato e ordeiro não briga no trânsito, não tem um péssimo dia no escritório, não descobre que a mulher pulou a cerca, ou o filho fumou um baseado? Será que ele não acaba usando sua arma de defesa da família pra fazer uma grande cagada? Ah, ia me esquecendo, a revista Veja, tendenciosa como sempre, sai em campanha aberta pelo Não. Taí um tiro que pode sair pela culatra. Na dúvida, veja quem apóia um lado e o outro, daí fica mais fácil de decidir.



Escrito por Preto às 16h23
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Alguns...

Pessoas colaboram com talento em projetos artísticos dos quais acreditam. Conheço alguém que investe não só seu próprio talento, que aliás não é pequeno, mas investe trabalho, tempo, dinheiro (escasso) e prestígio de um nome construído com honestidade e muito respeito por todos. É natural que quem arrisca mais, mereça, quando algo dê retorno, o equivalente de tudo aquilo que apostou investindo. Para cada um, o que é de direito. Ao colaborador o tanto colaborado, ao inevstidor seu tanto investido.

Mesmo por que, caso nada dê certo, quem vai receber pelo projeto é o colaborador. Quem investiu depende do êxito para ter seu retorno assegurado.

Senão vejamos um exemplo: vou solicitar ao fundador da Sony que aceite um investimento tardio de minha parte em forma de grana... Agora que a empresa deu certo, me parece muito inteligente "apostar" na sua idéia e investir. Tenho certeza que quem colaborou com o velho senhor japonês já recebeu pelo que fez. Agora, quem investiu foi ele. Arcando com a elaboração da idéia, com os custos, com todo o trabalho e pagando as contas...

Dema K, músico, guitarrista e dos bons, formulou uma imagem muito interessante a respeito dos músicos:

A maioria é assim, cheios de pose e princípios éticos, mas é só ver um miolinho de pão arremessado na praça que se matam entre eles feito pombos famintos.



Escrito por Preto às 13h23
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O ser humano é o que atrapalha.

Ciente de que todos nós somos esquisitos. Ciente de que famílias são focos de problemas e algumas vezes, são soluções para eles, poucas, eu diria. Ciente de que amigos são alienígenas e aparecem de vez em quando e nos deixam tão rapidamente que ficamos em dúvidas quanto a veracidade da tal aparição. Sigo meu caminho não traçado. Com o viés artístico a me orientar, e por que não, desorientar também. Amigos aliás, e amizades, em certas ocasiões, são mais contundentes do que os inimigos pois trazem na ponta da língua o fator surpresa. A frase que decepciona, que fere, que incomoda. Já dos inimigos se espera tudo, quase não há surpresas. A arte da amizade e do amor, da inimizade e do desamor. Gosto de pessoas mas perdôo todas elas. De antemão. Gosto também da distância. Todos somos imperfeitos e ineptos para nos relacionarmos uns com os outros. Mas somos também teimosos. Relacionamentos são fontes de atritos constantes e o ser humano é o problema em essência. Sozinhos se amofinam, se perdem se degradam, se apagam. Alguns preferem assim ficar do que tentar o convívio. É fácil de entender. Hoje o que era amor, amizade, laço, pode ser desprezo, desgosto, enjôo. Mas o amor, difícil de se exercer supera tudo. Alguns amam e dão muito carinho de uma só vez. Se declaram e mais tarde, como se arrependidos, recolhem-se e desaparecem. Ontem admirador, hoje crítico mordaz. É sabido o velho ditado. Os súditos de hoje apedrejaram o rei pela manhã. A arte invoca desejos, sonhos e amarguras. Vejo nela a melhor forma de ilusão do homem. Iludir-se na música, nos versos, nas belas imagens de todas as telas, nos movimentos do corpo na dança. Comunicar-se assim como o mundo é árdua tarefa. Todos procuram a arte perdida dentro de si. A grande maioria dos artistas assim declarados são humanos, o que torna a arte um convite ao embuste. Poucos são os artistas que extrapolam o conceito material da nossa raça. Esses são os gênios. Gostemos ou não, pertencem a outro segmento da espécie.



Escrito por Preto às 10h49
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Didjei

Não gosto do termo DJ. Não gosto de DJs também. Da maioria deles. Não tenho saco pra tanta afetação. Essa glamurização de um sujeito que toca discos em festas e eventos me parece mais uma dessas distorções que estão se tornando regra no mundo da música. Parece que ser picareta é atributo básico para se destacar hoje em dia. Durante dez anos fiz em meu estúdio uma festa mensal que foi apelidada de festa do Barraco. Esse tema merece que eu conte numa outra ocasião algumas histórias. Mas vale dizer que lá, entre outras coisas, eu era responsável por colocar música para o povo dançar. O som da festa sempre tinha muito “black music”, coisas dos anos `70, `80 e rock and roll, claro. Por conta disso, várias vezes fui contratado para fazer o som de outras festas e diversos lugares. Sinal de que o povo gostava do que eu fazia Também já chamei amigos para animar o Barraco com seus discos e assim acabaram sendo chamados para outros eventos e bares. Aliás, já trabalhei em um bar também. Chamava-se Matraca, e toda terça-feira o som da casa era por minha conta. Ganhava uma miséria, mas fazia por diversão. Agora o que me deixava incomodado era ser chamado de DJ. Não duvido do fato de que você precisa ter algum talento pra animar as pessoas que querem dançar numa festa ou bar, mas quem está tocando são as pessoas nos LPs e CDs, os músicos, os artistas. Quando o DJ produz alguma coisa e tem noção musical é admissível que o mesmo tenha algum prestígio, mas a maioria toca discos, bem ou mal. E é só isso.

Deu saudades daquelas festas...



Escrito por Preto às 21h05
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musicaes 3

Pelo interior do Brasil, pessoas ou empresas que contratam shows nem sempre são do ramo, e quando isso ocorre, situações absurdas acontecem. Quando produtor já presenciei diversas situações ridículas. Exemplos: exigir que o artista cante determinada música, colocar a avó que é meio surda num canto do palco ou invadir o camarim com um pelotão de parentes e amigos. O argumento para isso é quase sempre o mesmo: “Estou pagando o show e na minha cidade, mando eu”. No geral, na cabeça desse povo endinheirado mas jagunço por natureza, artistas são pessoas “metidas a besta” e não merecem respeito.

No estacionamento de um shopping popular em Betim, (Minas Gerais) montaram um enorme palco para receber o show do Information Society. A banda fora contratada por um sujeito dono de uma concessionária de automóveis. Desconhecidos no resto do mundo, adoravam o Brasil. Pudera, só aqui ganharam dinheiro e alguma fama. O jovem empresário mineiro, fã confesso do grupo, queria uma apresentação marcante e chegou dando ordens na produção. Mostrando um cabo de aço esticado do centro do palco até uma torre de uns quinze metros de altura no meio da platéia, disse que o vocalista desceria pendurado pelo cabo, e cairia enfrente a bateria. Daí, fogos de artifício explodiriam dando início ao show. Diante da negativa da produção e do cantor que andava de patins pra lá e pra cá, o empresário ficou possesso.

Contrariado, depois de muita discussão, incumbiu um soldado do corpo de bombeiros local a descer pelo cabo. Tudo pronto pra começar o show, luzes no bombeiro que soltava fumaça pela bota, (efeitos especiais) o pobre homem sobre a multidão começou a descer em direção ao palco. No meio do trajeto foi perdendo velocidade e parou dependurado sobre o povo. Começaram os risos e as vaias. O homem fardado tentando deslizar a todo custo pelo cabo flácido. Foi preciso balançar o cabo preso ao palco para que ele saísse de lá. Quando chegou ao seu destino, no palco alguns rojões estouraram sem causar qualquer surpresa ou emoção. As vaias aumentaram e depois a platéia foi ficando calada. Um longo instante correu e o show finalmente teve início.. “I wanna know...what you`re thinking...” Cantou o sujeito sobre patins. Que coisa medonha. Por via das dúvidas escondi o crachá dentro da blusa e aguardei com muita paciência o final da apresentação.



Escrito por Preto às 08h44
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hoje

quero desejar algumas coisas. e isso eu já desejo...há muito tempo. mais do que desejar quero ver você realizando os meus, que são teus desejos. e mais ainda do que desejar, realizar.

testemunha que sou de que você os merece. parabéns



Escrito por Preto às 14h29
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acabou de chegar...



agora é mãos à obra...

Escrito por Preto às 15h21
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