blog do Preto


E o Compact Disc já era?

 

Lembro muito bem de uma reunião com representantes de selos (pequenas gravadoras), artistas independentes, músicos, compositores e o pessoal da Tratore, realizada em meados de 2006 em que não se falava outra coisa a não ser do fim da era do CD como formato físico de se consumir música.

Os principais jornais estampavam em seus cadernos de cultura que o fim estava próximo e o velho CD estava com os dias contados. Assim eram também as capas das revistas especializadas que afirmavam que a música digital chegara para desbancar a mídia que nos encantou na década de 1980. Pois bem, o tempo passou e os artistas ainda lançam CDs. Essa semana, numa fábrica de CDs a conversa era entusiasmada. Os pedidos continuavam chegando e a empresa estava bem obrigado.

É óbvio que não se pode comparar os tempos atuais com os tempos áureos do CD, ou mesmo da época de ouro das grandes gravadoras, quando vendiam seus vinis e torravam muito dinheiro com projetos esdrúxulos de marketing  ou com o famigerado jabá, coisa que estragou irremediavelmente a relação da boa música e dos bons músicos com as rádios e TVs do país. Mas verdade seja dita, os profetas do apocalipse do Compact Disc erraram na profecia no que diz respeito à data do funeral da tal mídia. Naquela reunião, a opinião dos experts que davam como certo o fim de uam era foi muito discutida e poucos ousaram contestar as previsões.  

O fato é que até então, parece que seu substituto não vai muito bem das pernas, ao menos no Brasil. Falo como leigo e não como profundo conhecedor do tema. O que vejo é que a "bolachinha" resiste bravamente. O CD esta aí, para cantores e músicos, como forma de mostrar um novo trabalho. Acho simpático receber um CD de um novo artista. É de bom tom entregar um CD para quem ainda não conhece seu trabalho. Jornalistas ainda os recebem para tecer suas críticas. A capa do CD ainda é plataforma para fotógrafos e designers expressarem arte e conceitos artísticos. Talvez não seja mais tão atraente quanto fora um dia comercializá-lo, mas num mundo em que o vinil reaparece surpreedentemente, o CD ainda tem o seu lugar.



Escrito por Preto às 18h16
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