Passeando por alguns bairros de São Paulo no final de semana, notei a sujeira espalhada pelas ruas. Que o povo de São Paulo é porcalhão eu não tenho dúvidas. E por povo, entende-se toda e qualquer camada social, pois já vi tanto usuário de ônibus urbano como dono de carro de luxo jogar bituca de cigarro de dentro desses veículos sem o menor pudor.
A falta de educação, de respeito e civilidade é tamanha que é possível arrumarmos uma grande confusão caso chamemos a atenção do sujismundo.
A educação vem do berço, da escola e do aprendizado no dia-a-dia. Alguns, dentre os mais pobres, não frequentam a escola, e contam com essa justificativa por parte daqueles que os defendem. E isso é assunto complicado. Já a evasão escolar entre os ricos, creio que seja inexistente, e toda escola que se preze ensina a não sujar o espaço público ou particular. Mas o dever é de todos e não se pode isentar pobres nem ricos.
Todos formam a cidade. Então é aí que entra o poder público.
Onde estão as campanhas educando o povo? Por que não se aplica multas aos porcalhões? E principalmente, onde estão os varredores de rua?
Enquanto o povo não toma vergonha na cara, não se pode deixar de limpar a cidade. Afinal, meu IPTU não serve pra isso também?
Não jogo nada nas ruas ou calçadas. Reciclo meu lixo e exijo morar num ambiente mais agradável e limpo.
Cidade suja é cidade abandonada e é na sujeira que proliferam muitos problemas. Ambientes degradados convidam criminosos. Hoje, num curto caminho entre minha casa na Vila Pompéia e uma agência bancária, deparei-me essas imagens grotescas que ilustram o que digo:




