blog do Preto


Afinal, de quem é a rua Engenheiro Stevenson em São Paulo?

 

Na condição de colaborador de um projeto musical, onde eu sou o responsável por captar as imagens da apresentação da cantora e compositora Olivia, em que a artista se apresenta cantando e tocando violão nas ruas da cidade de São Paulo acompanhada pelo músico Luca Batista me vi numa situação inusitada. Hoje, dia 26 de outubro de 2012, o projeto que não vende CDs, ou pede contribuição monetária alguma, teve como palco a rua Engenheiro Stevenson, na Água Branca. Ocorre que hoje, neste endereço não passa mais automóveis, virou um boulevard mantido pelo Shopping West Plaza. Até aí, tudo bem, afinal, quem pode se opor a uma área agradável como essa?

Mas meu questionamento, que dá título a esse texto prossegue, pois lá estava eu com a câmera de gravação na mão quando fui abordado por uma agente de segurança do shopping dizendo que eu não poderia gravar coisa alguma ali, por ser área particular. Achei estranho e depois de uma rápida conversa eu já estava no 5º andar do prédio do West Plaza conversando com uma senhora da administração (ou seria do marketing?) chamada Sonia que me disse que era proibido gravar ou fotografar “dentro” do boulevard. Insisti dizendo que eu nada fazia além de registrar imagens de dois artistas numa rua da cidade, como nas outras vinte ocasiões semanais desse projeto. Ainda lhe disse que não captava o público, eventualmente presente, e sequer apontava minha câmera para as dependências particulares do aglomerado de lojas.

Com certa relutância, depois de uma civilizada conversa, ela “permitiu” que eu fizesse as imagens desde que não gravasse a fachada do prédio ou qualquer cliente (?) do shopping. Neste momento lembrei que no meu trabalho de fotógrafo, já me solicitaram uma imagem deste mesmo prédio, por conta de um problema com seu alvará de funcionamento, coisas da desastrosa administração Kassab, e naquela ocasião também fui abordado por seguranças que foram até a praça Souza Aranha tirar satisfações comigo do por que fotografar a fachada do West Plaza. Ou seja, é uma orientação do shopping tentar impedir que mesmo a partir de um espaço público, as pessoas registrem imagens desse prédio. Há uma grande confusão aí. Todo cidadão pode gravar ou fotografar qualquer prédio da cidade desde que haja algum contexto  jornalístico ou de caráter não lucrativo (exceto áreas de segurança pública). Um exemplo; se o prédio apresenta algum problema estrutural e oferece risco ao cidadão na calçada, é um fato jornalístico, e como tal, passível de ser documentado, como um incêndio, também. Outro exemplo, se há uma manifestação popular, na rua, de protesto ou mesmo de caráter cultural e os manifestantes se encontram na frente do prédio, não há instrumento legal que impeça o trabalho de um cinegrafista ou fotógrafo, ou mesmo de um radialista citar o nome do West Plaza como referencial do evento. Se isso acarreta valor positivo ou negativo ao empreendimento é um problema exclusivamente deles. Não havendo portanto possibilidade alguma de cercear a liberdade da imprensa ou do munícipe.

Voltando à conversa com a senhora Sonia, aleguei que não estava interessado em invadir a privacidade dos clientes nem expor as dependências do West Plaza. Ao final, desci e fiz aquilo que era, no meu entender, um direito, gravei a intervenção artística naquela rua sem prejudicar ninguém. Algumas perguntas ainda ficam no ar. Se um pedestre é assaltado no boulevard da rua Engenheiro Stevenson, ele deve comunicar à polícia ou dirigir-se à administração do West Plaza para se queixar? O Shopping se responsabiliza pelos danos do pedestre por estar nas “dependências” do West Plaza, ou a rua em questão só pertence ao shopping quando interessa? Quem concedeu e de que forma ocorreu (se é que ocorreu) essa transferência da rua pública para a iniciativa privada? Essa suposta transferência de domínio, pode ser solicitada por qualquer empresa particular, desde que ofereça alguma contrapartida ao município? E qual seria essa contrapartida? Apenas a urbanização e manutenção do espaço? Qual a vigência desse acordo? Quanto lucra o Shopping com essa apropriação da rua? Vale a pena para o município? Para o West Plaza, é evidente que é muito interessante ter essa área sob seu controle, por mais que lhe acarrete gastos com sua manutenção. E finalmente, por conta de exercer o controle da rua, pode o Shopping West Plaza abordar um cidadão nesta rua com o discurso de que  ele esta em espaço privado? 

http://youtu.be/qQ9lLG_X2-g

 

 



Escrito por Preto às 16h24
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FHC e Maluf

A mídia massacrou Lula por posar para uma foto na casa de Maluf, que declarou apoio à candidatura Haddad.

Mas por que a aliança FHC e Maluf não recebeu o mesmo tratamento da nossa mídia em 1998???



Escrito por Preto às 21h50
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Mais um passo para a destruição do bairro da Vila Pompeia


Numa área de 500 mil m² nascerá um bairro. Serão 30 torres residenciais de 30 ou mais andares, 14 ruas e duas avenidas e uma praça. O projeto é da Tecnisa e começou a ser executado meses atrás com o inicio da terraplanagem. No entorno deste novo bairro, as já saturadas avenidas Francisco Matarazzo e Pompéia irão sentir no asfalto o aumento do congestionamento. Enfim, milhares de novos moradores vão trabalhar, estudar, transitar numa região que já conta com dois grandes shoppings, um estádio de futebol (sendo ampliado) e as universidades Uninove, Unip e Unesp e centenas de edifícios que fazem o trânsito do bairro já ser o que é, caótico. Esse novo bairro é apenas um movimento da ganância que visa lucrar e acumular pessoas numa região de muita procura por residências. Não há plano algum para a melhoria das condições de vida de quem já mora nessa região. Não há um só projeto de melhoria da segurança pública. Nem qualquer sinalização de melhoria na mobilidade das pessoas dentro do bairro. Qualquer um de nós já depara com o trânsito nas ruas projetadas num tempo em que o automóvel não era prioritário. E o que dizer da saturação da rede de esgoto? Quem não se lembra das enchentes do verão passado na região da Pompéia com Francisco Matarazzo?

A prefeitura, ou se preferirem, o “digníssimo” senhor Kassab, não nos dá a chance de discutir um projeto dessa magnitude. Qual é o limite para esse modelo de desenvolvimento?

Alguns bairros de cidades europeias decidiram, através de seus urbanistas, que era hora de frear o crescimento. E isso ocorreu há muito tempo atrás.  É por isso que o turista brasileiro se encanta com diversas cidades quando visita a Europa. Lá foi estabelecido regras bem rígidas para a questão do crescimento dos bairros. Aqui impera a balbúrdia e as falcatruas. Se nós moradores não questionarmos esse modelo, a situação já complicada dos bairros tende a piorar. E muito. 


Obras no antigo terreno da Telefonica. Sem qualquer consulta ou participação popular, nesse local nascerá um bairro novo



Escrito por Preto às 15h57
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Big Brother Brasil

 

Todo mundo que eu conheço fala mal do Big Brother da Rede Globo. Não tenho um amigo, próximo ao menos, que conversa sobre esse programa comigo. Sequer dão bola. Eu acho isso muito bom, pois nunca acompanhei edição alguma do BBB e seria conversa das menos produtivas caso alguém puxasse esse papo comigo.

Quem me conhece sabe que em meados de 1995, estava eu em Ubatuba numa praia olhando uma ilha que havia bem em frente quando tive uma idéia estúpida. A conversa girava em torno de pessoas amigas ou não que conhecíamos e ao lembrar desses personagens, especialmente, dos que causavam problemas por onde passavam, sugeri que seria divertido confiná-los naquela ilha em frente e ficar da praia, assistindo uma hipotética transmissão ao vivo das confusões que surgiriam. Tarados, assexuados, neuróticos, oportunistas, mentirosos, alcoólatras, psicopatas, golpistas, ninfomaníacas, fofoqueiras, histéricas, picaretas de toda sorte só sairiam dali ao vencer o desafio da sobrevivência. Claro, suspeitava eu que o vencedor só conseguiria sair dali se eliminasse literalmente os outros concorrentes. Era assim o formato do meu "programa".

De quebra, ficaríamos livres de todos eles, que sem dúvida alguma iriam nos divertir com muitas ocorrências bizarras, com o que havia de mais sublime e inusitado em matéria de relacionamento humano. Chamei a princípio a idéia de "Ilha dos Loucos". O título, um tanto óbvio, podia até ser modificado, mas a essência era essa; confinar gente perturbada, esquisita, maluca e por vezes sem caráter algum num local onde, por convívio forçado, passariam alguns dias infernizando-se uns aos outros. Confesso que de George Orwell, eu só havia lido Animal Farm, para uma escola de inglês, portanto, de big brother eu não sabia absolutamente nada. E em relação ao programa, resisto até hoje bravamente sabendo pouco, apesar desses 11 anos no ar.

O tempo passou e alguns anos mais tarde o tal Big Brother virou praga no mundo inteiro. Horrorosamente, diga-se, essa praga não acaba, e aqui no Brasil faz grande sucesso. Não sei o que faz as pessoas ficarem ligadas a esse programa, mas tenho como suspeita que seja a mesma substância que faz a música sertaneja ser o que é Brasil afora. E o que falar do funk carioca? E das bandas ruins para adolescentes, que ano após ano se reciclam para continuarem como surgiram, péssimas? Então, todos esses fenômenos tem uma substância secreta em comum e que alguma mente diabólica já conseguiu decifrar sua estrutura e ter total domínio sobre ela.

Tá na cara que Pedro Bial é medíocre e não se dá o menor valor, pois, ninguém apresentaria aquilo se tivesse um pingo de amor próprio. E isso nos leva a outra questão incômoda, mesmo sem assistir a essa porcaria, sabemos detalhes da atração. Além do Bial, sei por exemplo, que as mulheres, ao deixarem o programa mostram a bunda numa revista masculina. E isso também é intrigante. Afinal, o que mais elas fazem é mostrar suas bundas enquanto estão presas ali, e mesmo assim, assinam contratos com essas revistas. Há sempre uma polêmica sobre opções sexuais dos participantes, traições e intervenções da direção do programa quando a atração, invariavelmente, cai na monotonia. Enfim, mesmo que você não acompanhe aquilo, aquilo te acompanha. O BBB esta diariamente nos portais da web, nos taxis, nas ruas, nos bares, por todo lugar.

Eu poderia tentar falar bem desse programa idiota, e achar alguma utilidade para assisti-lo, mas acho complicado defender uma ideia besta que se tem numa praia debaixo de um sol escaldante merecer algum elogio. Mas na dúvida, da próxima vez em que eu tiver uma idéia grotesca, vou registrá-la em cartório. Ela pode valer um dinheirão, ainda que isso deixe o povo mais lesado e superficial do que ele é.

 

 



Escrito por Preto às 11h15
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Kassab, nocivo à São Paulo

Gilberto Kassab é sem dúvida o pior prefeito que a cidade de São Paulo já teve -  e olha que tivemos não faz muito tempo Celso Pitta.

Sua iniciativa em mexer com o plano diretor da cidade de São Paulo foi pouco debatida pelos orgãos de imprensa, afastando assim o interesse da classe média alienada. Para quem não sabe, plano diretor é um instrumento básico no processo de planejamento municipal para a implantação da política de desenvolvimento urbano.

Entre outras coisas, é através dele que desenvolvemos (bem ou mal) a nossa cidade. E Kassab promoveu a revisão desse plano. E fez um monte de besteiras. 

Nem vou falar aqui da sua inércia em relação às enchentes que tantos prejuízos trazem às populações de baixa renda da nossa periferia, pois isso é óbvio. Basta NÃO ler os jornais, pois estes protegem o prefeito incompetente e atribuem à chuva toda sorte de maldades, para sabermos que ele nada fez para atenuar o sofrimento dos paulistanos. 

Deixemos de lado também o trânsito caótico e sua gestão ineficiente nessa área, criando, ou pretendendo criar, mais pistas para automóveis. E futuros engarrafamentos. Também não quero falar do inexplicável aumento da tarifa de ônibus, com serviço ruim, caro e desconfortável, que lesa o trabalhador de São Paulo, pois isso não é assunto do plano diretor, ainda que seja assunto de sua péssima gestão. Vou apenas me centrar na sanha em permitir que cada vez mais tenhamos edifícios residenciais em pacatos bairros da cidade, como a Vila Romana, por exemplo. 

Num lugar de meia dúzia de casas, surge um espigão que vai abrigar 80 famílias ou mais, trazendo ao menos 100 automóveis numa rua planejada na época das charretes. Em cada quadra que sobem um, dois ou mais edifícios, surgem centenas de novos moradores que querem, e precisam de escolas, creches, farmácias, delegacias, parques, postos de saúde e etc. E isso nem sempre esta ali. O planejamento de São Paulo é pífio, sabemos disso há muito tempo. Concentram-se moradores onde inexistem serviços de qualidade e na quantidade suficiente para atender todo esse povo. Mas Kassab finge que não é com ele e ajuda a piorar E MUITO, esta situação. 

Ele promove concessões demasiadas aos empresários do setor da construção pois sua relação com eles vem de longa data. Na década de 1980 participou do Sindicato da Habitação (Secovi) e do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci). Depois de eleito vereador, foi secretário de Planejamento do governo do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta (1997-2000), sendo responsável pela elaboração do Plano Diretor da cidade daquela gestão. Depois, em 2002, já fora do governo, viu a prefeitura de Marta Suplicy aprovar um plano diretor que não atendia aos interesses das construtoras.

Alçado ao poder municipal pelo voto, Kassab não se deteve a uma revisão do plano, indo contra seus próprios eleitores. Extrapolou os limites legais e propôs um novo projeto, avançando contra políticas públicas, tais como: Turismo, Desenvolvimento Humano e Qualidade de Vida, Trabalho, Emprego e Renda, Educação, Saúde, Assistência Social, Cultura, Esportes, Lazer e Recreação, Segurança Urbana, Abastecimento e Agricultura Urbana. Tamanha foi a importância dada a essa revisão, que Kassab criou uma secretaria para elaborar e acompanhar o seu Plano, a Secretaria de Planejamento Urbano.

Fica evidente que o prefeito trabalha em prol dos interesses da CYRELA, GOLDFARB, GAFISA,  EVEN, HELBOR, TECNISA, MRV, entre outras tantas incorporadoras que prometem nos folhetos um apartamento maravilhoso num bairro sossegado cobrando os olhos da cara do consumidor. Esse discurso de paraíso na Terra, visto nas peças promocionais, esconde o efeito danoso que essas empresas promovem, acabando por destruir o bairro, trazendo confusão, sombra, multidão, num condomínio cheio de grades e câmeras de segurança, atraindo bandidos para bairros pacatos, tirando o sol e a tranquilidade dos moradores. 

Sob a desculpa de tentar equacionar o déficit habitacional, essas construtoras fazem o que bem entendem e descaracterizam completamente bairros históricos de São Paulo erguendo verdadeiros monstros de pedra, cheios de elementos arquitetônicos de mau gosto em suas estéticas horrorosas de cassino de Las Vegas. Definitivamente, o Ministério Público devia agir e investigar essa promíscua relação do prefeito com essas empresas, antes que ele consiga destruir o pouco que resta dos nossos bairros. 

            breve aqui, mais um...

 



 


 



Escrito por Preto às 19h25
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Rede Globo, o lixo de sempre

                                                                     

Acabo de assistir uma matéria no Esporte Espetacular da Rede Globo sobre a eliminação da seleção brasileira na Copa da África do Sul. Como de costume, fizeram uma análise equivocada e sairam à caça dos culpados. Depois de apontar o dedo para a falta de opções no banco de reservas, de criticar a forma física de Kaká, depois de criticar o estabanado Felipe Melo, depois de questionar a não convocação de Ronaldinho Gaúcho e um ou outro jogador circense do Santos Futebol Clube, a rede Globo concluiu que o responsável único pelo fiasco foi o comandante da equipe. O técnico Dunga. Parece óbvio, parece lógico, ainda mais em se tratando de um desafeto declarado, que ao longo do mundial travou verdadeiras batalhas contra a emissora.

E assim a Globo tratou de culpá-lo por tudo que houve de errado. Apontou seu dedo suspeito para o técnico acusando-o ainda de militarizar a seleção brasileira. Ok! O que a Globo se esquece premeditadamente de apontar é que por trás do ineficiente técnico Dunga existe um culpado de fato por tudo isso. Pois existe uma entidade dirigida por um equivocado e suspeito mandante supremo que, com arrogância e métodos pouco democráticos, coloca quem bem entende no comando da seleção e faz inúmeras besteiras ao comandar o esporte da paixão nacional. Este senhor, que já fora alvo de matérias jornalísticas da emissora, questionando seus métodos e sua honestidade, é quem de fato coloca Dunga na direção da equipe. É este senhor, de nome Ricardo Teixeira que celebra contratos de exclusividade com a Rede Globo, que realiza jogos de futebol no horário posterior à novela da Globo e que deveria ser alvo de indagações do jornalismo esportivo da emissora. Mas do contrário, é convidado de Galvão Bueno em seu insosso programa Bem Amigos pra esculachar juntos, apresentador e convidado, o técnico demitido. Este déspota que há décadas manda na entidade máxima do futebol brasileiro, e que trama nos bastidores a exclusão de um estádio de futebol plenamente apto a sediar jogos de Copa do mundo no Brasil, não recebe sequer uma crítica sobre as razões da escolha do mesmo Dunga pra levar adiante o sonho do Hexa. A Globo se cala. Assim como arquivou a tal reportagem de um já longínquo Globo Repórter sobre a trajetória cheia de sujeira do manda-chuva da CBF. A Globo prefere atacar um pobre diabo como o Dunga. A Globo chuta cachorro morto e adula quem de fato deveria ser alvo de críticas severas.



Escrito por Preto às 13h18
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Olivia no Madeleine

Aqui vai uma dica para quem gosta de um ambiente intimista, aconchegante e com um cardápio repleto de opções saborosas; Madeleine, na rua Aspicuelta, 201, Vila Madalena. Lá o bom gosto está em todos os detalhes. Da decoração, que faz do restaurante um local extremamente agradável, passando pelo excelente atendimento, até as atrações musicais sempre bem escolhidas pela direção da casa. Na próxima quarta feira (24 de fevereiro de 2010), você curte standards de jazz e clássicos do rock em versões smooth com a cantora Olivia, (www.olivia.com.br) acompanhada por Demma K na guitarra e Felipe Alves no contrabaixo.

Para outras informações, acesse www.madeleine.com.br

 



Escrito por Preto às 18h31
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Pedro Cardoso, ator


Acabo de ver um trecho de uma entrevista com Pedro Cardoso feita pela jornalista Leda Nagle na TV Brasil. Pra ir direto ao assunto, o ator comentava sua revolta contra fotógrafos que exploram o dia a dia de famosos, os chamados paparazzi. Em dado momento ele disse que tem algumas ações na justiça por invasão de sua privacidade. E disse que gostaria de ver tais ações chegarem até os fotógrafos.

Ocorre que ele pode muito bem não gostar de ter sua imagem, em cenas de sua vida privada, exposta num blog, ou numa revista de fofocas. Mas será os fotógrafos os verdadeiros responsáveis pela quebra de seu sossego e direito ao anonimato?

Em primeiro lugar, sou fotógrafo e sei que nem sempre se pode negar trabalho, ainda que eu jamais tenha feito o papel de perseguidor de celebridades, o que eu condeno.

Mas é preciso saber que o fotógrafo é a ponta mais fraca nessa corda, por razões óbvias, já que existe um sujeito poderoso fazendo muito dinheiro por traz desse profissional da imagem. (há também atores e atrizes que pagam pra ter um sujeito fotografando seu cotidiano, e pior, fazendo de conta que tudo isso é inusitado, fortuito, mas isso é outra história...)

Pois bem, o que precisa ficar bem claro é que existe mercado pra isso. E o que precisa mudar é a postura desses meios de comunicação em relação à vida das pessoas. Famosas ou não. Meio de comunicação, diga-se, cujo ator é funcionário.

Na minha opinião, quando pararem de explorar a fofoca, a intriga, o escândalo da vida privada tornando-o público, creio que não haverá fotógrafo correndo atrás de pessoas famosas.

Ele precisa lembrar que quem mais explora o achincalhe, a grosseria, a futilidade, a esperteza, a malandragem, a baixeza, é um reality show campeão de audiência que a Rede Globo coloca no ar há dez longos anos. Por que não ouvimos do indignado ator, uma só palavra condenando esse zoológico humano que desperta interesses indesejáveis em crianças e adolescentes em sua plena formação?

Não seria essa a mesma indústria que enaltece certos comportamentos (uma vez que os expõe sem qualquer crítica) em rede nacional a mesma que motiva o leitor de péssimas publicações comentar que Pedro Cardoso levou a filha a um médico?

Não estamos aqui falando tanto de uma indústria que espetaculariza o cotidiano de pessoas comuns tornando-as absurdamente famosas por apenas ficarem confinadas feito idiotas dentro de uma casa repleta de câmeras quanto de famosos que levam uma vida normal e corriqueira fora das telas e palcos??

Não seria essa a mesma abjeta motivação?

Futricar, xeretar e espiar a vida alheia?
Pedro Cardoso é um profissional que através de sua arte nos traz alguma emoção naquilo que faz. Nas telas, na TV ou no palco. Pouco me importa com quem ele é casado ou o que faz com seus filhos em suas horas de folga.

Se não mudarem os hábitos editoriais, senhor Pedro, a grosso modo não mudará a educação e a cultura das pessoas. Saiba que há ignorantes de toda sorte prontos pra acharem normal um programa que explora o que há de mais vil na condição humana. Esses mesmos ignorantes podem achar válido motivar suas filhas a serem estúpidas, vulgares e intelectualmente despreparadas e por fim, ter a chance de participar de um programa cretino, pra saindo de lá, posarem nuas numa revista careta e datada.

A mudança deve partir de quem tem poder sobre corações e mentes, e fazem da exploração do cotidiano alheio, seu ganha pão.

Em tempo, espero que a justiça condene as empresas que atormentam Pedro Cardoso e outros atores e famosos. E que saiba identificar quem é quem nesse sistema de futilidades em revista, impressas ou não



Escrito por Preto às 17h11
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Olivia na Daslu

Chegando perto da megaloja, pela rua Funchal, nota-se alguns barracos à direita, numa estreita viela (r. Coliseu). Talvez resquício de uma favela que resistiu ao tempo e à especulação imobiliária da região, altamente valorizada agora.

Chega-se à rua Gomes de Carvalho acessando a rua Beira-rio e é na Gomes de Carvalho que esta uma portaria da Daslu, para carga e descarga. Por essa portaria, provavelmente passam mensalmente milhões de reais em mercadorias nacionais e importadas. É por lá também que saem algumas mercadorias, como veremos a seguir.

Cheguei em meu Uno Mille na portaria, no horário combinado e aguardei a liberação. Logo fui informado que deveria descarregar o veículo e retirá-lo de lá. Um funcionário da Livraria Cultura nos levou até o local do evento. Descemos do elevador e caminhando por um corredor de serviço, passamos por uma porta de espelho e chegamos na loja. Há um café dentro da livraria. Com a ajuda de um funcionário montamos o equipamento. Havia uma mesa neste café ocupada por quatro homens. Um mais velho, três mais jovens. Um quinto sujeito, de terno azul, chegou e todos se levantaram, deixando a mesa vazia. Fiz o caminho de volta para o elevador. Deveria tirar o carro dali. Os cinco homens desceram comigo. O mais velho dizia ao celular: “não...amanhã você não me encontra na delegacia, vamos marcar na hora do almoço, no Congonhas...” Então notei que todos, menos o que vestia terno, carregavam sacolas com a logo marca da loja. No elevador apertado, espiei rapidamente algumas delas e vi que estavam com caixas pequenas dentro. O que teriam nessas caixas? Por que eles saíram dali pela porta dos fundos? Policiais, investigadores? Quem poderia afirmar? Certamente, só o homem de terno azul, que os acompanhou até a portaria e se despediu desejando-lhes feliz natal. Então lançou-me um olhar estranho quando passei de carro, rumo à marginal Pinheiros. Causei-lhe algum incômodo. Pelo retrovisor, vi-o sumir por uma entrada e entrei na marginal.

Deixei o carro numa rua próxima a Daslu e voltei para a portaria de serviço. Parece que agora a Daslu tem ou terá um acesso principal para pedestres. Depois fiquei sabendo também que os preços do estacionamento não são de 40 reais para a primeira hora, como li num blog, são iguais a qualquer estacionamento, 8 reais a primeira hora, dois ou três por hora extras. Faltavam 45 minutos para começar o evento, eu e Oliva resolvemos passear pela Daslu. Pois até então, estávamos dentro da livraria e nada nos dizia de novo, era apenas uma Livraria Cultura como outras tantas, com boa variedade de títulos e bom atendimento.

Andando por um corredor acarpetado deixamos os livros sem notar que já estávamos diante de uma grife de roupas. E logo em seguida outra, e mais outra. Não há separação como num shopping tradicional. Isso nos chamou a atenção. As lojas são coladas, umas nas outras. E em qualquer cantinho, tem alguma coisa sendo vendida, muitas vezes sem qualquer divisão física. Parece um passeio por um palácio. Ou a casa de algum milionário. Você vê sapatos, gravatas, canetas, jóias, vestidos, bolsas, tudo espalhado, organizadamente. Se alguém dissesse que você esta num andar da mansão do Abílio Diniz ou quem sabe, da Hebe Camargo é possível acreditar. E o passeio continuou. E mais lojas surgiram de muitas outras grifes além de Prada, Dior, Gucci, Calvin Klein, Dolce&Gabbana, e lojas e marcas que eu nunca ouvi falar. Foi neste momento que me orgulhei de alguma ignorância minha.

De repente, vejo pendurado no teto de um ambiente, um helicóptero. Olivia riu e fez uma foto com o celular. A decoração passeia entre o sofisticado e o profundo mau gosto. Colunas gregas entre adornos modernos, e algumas doses de tecnologia. É uma miscelânea comum de uma loja qualquer, apenas alguns milhões mais cara. Uma enormidade de produtos diversos, de boa qualidade e bom acabamento, entre quinquilharias caras e inúteis. Seria a galeria Pagé dos bacanas? Certamente ali encontramos muita coisa com um preço exorbitante, sem qualquer justificativa para valer o que é cobrado. E de origem fiscal duvidosa. Razão pela qual dizem que a dívida da loja com a Receita, já ultrapassa 100 milhões de reais. Eis que olho uma bancada com camisetas em oferta por 38 reais, e num raro momento C&A, sinto-me no meu país de novo.
Mas me enchi do passeio e das vendedoras. Todas muito elegantes, com cara de milionárias saídas de uma festa em Hollywood. Um ar blasè predomina e muitas ostentam um semblante tão entendiado que me perguntei por que tanta pose se estão trabalhando como milhões de vendedores espalhados pelo Brasil? Mais parecem clientes desinteressadas flanando por coisas caríssimas sem utilidade alguma. Um enfado só

Um rapaz pede a uma menina que localize jaquetas poderosas seja lá o que for. Ela promete a ele, talvez um gerente, que fará isso com rapidez pois há um movimento sutil naquele lugar. Deve ser algum cliente abastado, e abestado, exalando dinheiro pelos poros, dada a discreta agitação das vendedoras. Passamos por uma loja de discos com piso de vidro. Debaixo dele, uma coleção de carrinhos de brinquedo. Parei por achar interessante, talvez ninguém dê bola para aquilo. Voltamos à livraria, e acredito que não chegamos a conhecer nem dez por cento da loja.

Começou a apresentação. O café estava com pouco mais de uma dúzia de clientes. Olivia cantou acompanhando-se ao violão. Recebeu aplausos e emendou outra música do CD Só a Música Faz. Depois passou para o teclado e continuo cantando. Foi a primeira vez que ocorreu um evento musical naquela parte da loja. Acabado o pocket show, Olivia recebeu elogios. Lembrei daqueles versos da canção de Milton Nascimento e Fernando Brant: “todo artista tem de ir aonde o povo está” E os ricos...sim, também fazem parte do povo.




Escrito por Preto às 17h36
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Jabazera FM (Diario FM de Marilia)



Mandei o seguinte e-mail para algumas rádios que mantém programação pela internet ou difusão convencional:

"Olá, sou produtor da cantora e compositora paulistana Olivia
que está lançando agora o sexto CD, Só a música faz
Gostaria de sugerir pauta na rádio para entrevista com a cantora
e também solicitar divulgação de músicas através da rádio,
estou à disposição para dúvidas e esclarecimentos,
para conhecer o trabalho da artista acesse: www.olivia.com.br

Muitas responderam e foram bem atenciosas comigo.
Outras sequer deram atenção. Natural.
Porém a Radio Diário FM de Marília - SP teve a cara de pau de mandar a seguinte resposta:

-----Mensagem Original-----
Para: 
Enviada em: segunda-feira, 5 de outubro de 2009 08:15

Pra dar entrevista ou tocar a musica na Diario Fm de Marilia tem que ter promoção:
A promoção , é so você escolher um dos itens abaixo:
07 mp7
05 mp 10
05 praystation 02
02 praystation 03
03 microphone shure sm 58 - 500
100 camisetas(a Rádio manda a logo)
É só escolher um dos itens e mandar a musica pra gente ouvir.... Será tocado
02 vezes ao dia durante 45 dias, podendo(tocar mais dependo de
pedido)...Diario Fm
Então, escrevi novamente:

olá, não entendi.
Sou produtor musical e estou perguntando se interessa incluir a música do artista que eu trabalho na programação,
não desejo participar de promoções, obrigado

E alguém, que não se identifica, pois não assume a prática de usar um meio de comunicação para obter lucro de maneira indevida, e ignora que a concessão de espaço em rádio não pode ser pautada nessa chantagem idiota respondeu avisando, que se não mandar os produtos, não tem jeito:

VOCÊ NÃO ENTENDEU MESMO......PARA TOCAR NA RADIO VOCÊ TEM QUE ARRUMAR ALGUM DOS ITENS QUE TE PASSEI.................. SE NÃO NÃO TOCA...................NEM FAZ ENTREVISTA.........................DIARIO FM

Minha resposta:

"Isso se chama "JABÁ", e não promoção!
Seu e-mail esta guardado aqui,
obrigado"

E lá veio ele (ou ela) de novo:

 

-----Mensagem Original-----
Para: 
Enviada em: segunda-feira, 5 de outubro de 2009 12:37
Assunto: Re:

QUE EU SAIBA¨JABÁ É DINHEIRO¨......ESSA PROMOÇÃO É PARA A GENTE SORTEAR NA PROGRAMAÇÃO DIARIA DA RÁDIO PARA OS OUVINTES?????? NEM PRECISA MAIS MANDAR NEM UM EMAIL.... ESQUERCE A RÁDIO......VOU TE EXCLUIR DO EMAIL.

Respondi:

hahahahaha...relaxa


Então quer dizer que pedir produtos, tais como "praystation" não é jabá?
Vejam só...


Escrito por Preto às 12h51
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Casa na árvore

Quando criança, alguns de nós sonhamos com uma casa na árvore.

Aqui vai alguns modelos pra nos fazer sonhar novamente. Escolha a sua:

 



Escrito por Preto às 01h14
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Cidade Suja

 

Passeando por alguns bairros de São Paulo no final de semana, notei a sujeira espalhada pelas ruas. Que o povo de São Paulo é porcalhão eu não tenho dúvidas. E por povo, entende-se toda e qualquer camada social, pois já vi tanto usuário de ônibus urbano como dono de carro de luxo jogar bituca de cigarro de dentro desses veículos sem o menor pudor.

A falta de educação, de respeito e civilidade é tamanha que é possível arrumarmos uma grande confusão caso chamemos a atenção do sujismundo.

A educação vem do berço, da escola e do aprendizado no dia-a-dia. Alguns, dentre os mais pobres, não frequentam a escola, e contam com essa justificativa por parte daqueles que os defendem. E isso é assunto complicado. Já a evasão escolar entre os ricos, creio que seja inexistente, e toda escola que se preze ensina a não sujar o espaço público ou particular. Mas o dever é de todos e não se pode isentar pobres nem ricos.

Todos formam a cidade. Então é aí que entra o poder público.

Onde estão as campanhas educando o povo? Por que não se aplica multas aos porcalhões? E principalmente, onde estão os varredores de rua?

Enquanto o povo não toma vergonha na cara, não se pode deixar de limpar a cidade. Afinal, meu IPTU não serve pra isso também?

Não jogo nada nas ruas ou calçadas. Reciclo meu lixo e exijo morar num ambiente mais agradável e limpo.

Cidade suja é cidade abandonada e é na sujeira que proliferam muitos problemas. Ambientes degradados convidam criminosos. Hoje, num curto caminho entre minha casa na Vila Pompéia e uma agência bancária, deparei-me essas imagens grotescas que ilustram o que digo:

 

 

 

 


 



Escrito por Preto às 15h43
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Olivia - "Só a música faz" no café Paon



Escrito por Preto às 00h19
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José Serra e os fumantes

Com medo de perder votos entre eleitores fumantes,

José Serra pode adotar um novo estilo:

 

Em tempo, gostei e apoio a nova lei. Fumantes podem muito bem

sair do estabelecimento e fumar na calçada.

Saúde (de quem não quer se tornar fumante por obrigação)

vem em primeiro lugar.



Escrito por Preto às 23h36
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E o Compact Disc já era?

 

Lembro muito bem de uma reunião com representantes de selos (pequenas gravadoras), artistas independentes, músicos, compositores e o pessoal da Tratore, realizada em meados de 2006 em que não se falava outra coisa a não ser do fim da era do CD como formato físico de se consumir música.

Os principais jornais estampavam em seus cadernos de cultura que o fim estava próximo e o velho CD estava com os dias contados. Assim eram também as capas das revistas especializadas que afirmavam que a música digital chegara para desbancar a mídia que nos encantou na década de 1980. Pois bem, o tempo passou e os artistas ainda lançam CDs. Essa semana, numa fábrica de CDs a conversa era entusiasmada. Os pedidos continuavam chegando e a empresa estava bem obrigado.

É óbvio que não se pode comparar os tempos atuais com os tempos áureos do CD, ou mesmo da época de ouro das grandes gravadoras, quando vendiam seus vinis e torravam muito dinheiro com projetos esdrúxulos de marketing  ou com o famigerado jabá, coisa que estragou irremediavelmente a relação da boa música e dos bons músicos com as rádios e TVs do país. Mas verdade seja dita, os profetas do apocalipse do Compact Disc erraram na profecia no que diz respeito à data do funeral da tal mídia. Naquela reunião, a opinião dos experts que davam como certo o fim de uam era foi muito discutida e poucos ousaram contestar as previsões.  

O fato é que até então, parece que seu substituto não vai muito bem das pernas, ao menos no Brasil. Falo como leigo e não como profundo conhecedor do tema. O que vejo é que a "bolachinha" resiste bravamente. O CD esta aí, para cantores e músicos, como forma de mostrar um novo trabalho. Acho simpático receber um CD de um novo artista. É de bom tom entregar um CD para quem ainda não conhece seu trabalho. Jornalistas ainda os recebem para tecer suas críticas. A capa do CD ainda é plataforma para fotógrafos e designers expressarem arte e conceitos artísticos. Talvez não seja mais tão atraente quanto fora um dia comercializá-lo, mas num mundo em que o vinil reaparece surpreedentemente, o CD ainda tem o seu lugar.



Escrito por Preto às 18h16
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